
"Somos comparáveis ao feiticeiro que tece um labirinto e que se vê forçado a errar nele até o fim de seus dias" afirmou Jorge Luis Borges, um dos apaixonados por labirintos e espelhos (e labirintos de espelhos).
Gosto do feiticeiro mas nem tanto do feitiço que contra ele se vira.
Gosto do tecer mas não da inexistência de um fio.
Gosto do labirinto mas não da ideia de errar até ao fim dos dias.
E então, como ficamos?!!!
A ideia de que «não há bela sem senão» instala-se.
A bela e o senão... que nunca é "bela e monstro" mas a constatação de uma desvantagem potencial até no que parece ter apenas vantagens!
Fazer a procura existencial de uma vida parece ser, também, a da própria participação na construção do labirinto onde vagueamos.
E, mesmo que nem demos conta, há caminhos no labirinto que armadilhamos a nós mesmos.
Ficaria um par apreciável: a bela e o senão.... sendo que o senão pode ser belo
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