26 Novembro, 2011

equívoco










Olhei a imagem e li, incrédula: massa de moldar....
Não são doces, nem bombons, nem gomas.
Oohhh!

Depois, é de sorrir.
Um equívoco como os do quotidiano,
de lermos nos outros o que lá não está,
apenas porque o queríamos lá ver....

Riso franco, de si e da massa de moldar,
que é a massa dos dias
ou melhor, da espuma dos dias.

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25 Novembro, 2011

soft fall

Nem todas as quedas são espalhafatosas....
Há umas quedas pequeninas, suaves.
Podem ser quedas,
mas sabem a deslizes....


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Série: Leitos - 12
















e vão 12....

22 Novembro, 2011

Diz-me o teu nome, Maria do Rosário Pedreira
















Diz-me o teu nome – agora, que perdi
quase tudo, um nome pode ser o princípio
de alguma coisa. Escreve-o na minha mão

com os teus dedos – como as poeiras se
escrevem, irrequietas, nos caminhos e os
lobos mancham o lençol da neve com os
sinais da sua fome. Sopra-mo no ouvido,

como a levares as palavras de um livro para
dentro de outro – assim conquista o vento
o tímpano das grutas e entra o bafo do verão
na casa fria. E, antes de partires, pousa-o

nos meus lábios devagar: é um poema
açucarado que se derrete na boca e arde
como a primeira menta da infância.

Ninguém esquece um corpo que teve
nos braços um segundo – um nome sim.


Maria do Rosário Pedreira

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bed sides *3















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21 Novembro, 2011

em volta











Desatentos,
Distraídos....
... e com tanto esplendor e harmonia em redor....

Levantem-se os olhos, pois sim!
Mas não chega.
Disponha-se à beleza,
quer no olhar quer na alma.


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Leve

















Leve, leve, muito leve,
Um vento muito leve passa,
E vai-se, sempre muito leve.
E eu não sei o que penso
Nem procuro sabê-lo.

Alberto Caeiro


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Foto